Relato de Viagem: Cusco/Machu Picchu por estrada a partir de Rio Branco-Acre

Relato de Viagem: Cusco/Machu Picchu por estrada a partir de Rio Branco-Acre

20 de janeiro, 2016 2 Por Alessandro

RELATO DE VIAGEM

Cusco / Machu Picchu por estrada

A cidade “perdida” dos Incas está “apenas” 1.800 km de distância a partir de Manaus, ou seja, bem mais próxima que Rio de Janeiro-RJ (2.800 km) e até mesmo de Brasília-DF mas, apesar da proximidade, não temos voos diretos ou sequer conexão por estradas, haja vista as condições da BR-319. Uma opção, mais em conta que voos internacionais, é pegar um voo até Rio Branco e seguir viagem por estrada. E é isso o que decidi fazer em 2012 (e refiz em anos seguintes).

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À época realizei várias pesquisas sobre como ir, como seria o trajeto mas a maioria possuía muito material desatualizado, além de só destacar as flores do caminho e omitirem os problemas. Com isso passei algumas situações que poderiam ter sido evitadas. Por conta disso, resolvi anotar todos os detalhes da viagem para ajudar, a princípio, outros amigos, mas depois decidi criar um MANUAL COMPLETO dessa aventura e publiquei aqui no blog, para todos que tivessem esse mesmo interesse e realizarem a mesma viagem com segurança e economizando uma grana.

O material do manual é extenso e ele é bem completo. Aqui é mais resumido, se trata apenas de um relato.


PRIMEIRO DIA DE VIAGEM

Quarta-feira, 05 de Setembro de 2012
DE 1) MANAUS A 2) RIO BRANCO

 

O voo 1929 da Gol, saía de Manaus, fazia escala em Porto Velho (RO), seguia para uma nova escala em Rio Branco (AC) e ia até a cidade de Cruzeiro do Sul (AC), de onde iniciava o trajeto de volta até Manaus. Nessa época o voo decolava pela manhã de Manaus e chegava em Rio Branco pouco depois do meio dia. Por isso, nos preparativos, combinamos com um taxista para nos buscar no aeroporto e nos levar direto até a fronteira. O taxista cobrou a corrida inteira e nós dividimos pela quantia de pessoas no carro. O Objetivo era ganhar tempo e fazer o pernoite ou no ônibus para Cusco ou em Puerto Maldonado. Mas já chgar no país vizinho logo no dia 01.

 

12-MAO_RBR

Decolamos de Manaus às 09:55 e pousamos às 12:50 em Rio Branco, como não despachamos malas, dez minutos depois já estávamos no táxi rodoviário, que não era o mesmo taxista que contratamos, era o genro dele, que foi quem nos telefonou para informar aonde estaria nos aguardando. Seguimos viagem direto para a fronteira e foram umas quatro horas de chão.

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DE 2) RIO BRANCO A 3) PUERTO MALDONADO

23-RBR_PTM

A viagem de táxi é sossegada, embora a estrada tenha trechos ruins no lado do Brasil, mas é toda trafegável

d1_estrada

A estrada do lado brasileiro é boa, até devido o “padrão Brasil” de manutenção, similar ao padrão japonês (sqn). Em alguns (vários) trechos era preciso atravessar mais de 100m no barro.

Fizemos duas paradas apenas. Uma para um lanche rápido, e outra para o taxista entregar uma encomenda em uma cidade no trajeto. Chegamos ao posto da Alfândega e Polícia Federal, já na cidade fronteiriça de Assis Brasil  às 17h10min.

Não demorou muito e o taxista atravessou a ponte sobre o rio que demarca a fronteira e chegamos a Iñapari, já em território peruano, aonde ficamos numa praça de onde saem as vans até Puerto Maldonado. Na época, o fuso horário do Peru era de uma hora a menos que no Acre, logo, chegamos lá, por volta das 16h30. Os ônibus rodoviários de Puerto Maldonado até Cusco saem às 20h, portanto, seria tempo suficiente.

Posto de controle

Posto de controle do lado Brasil

A ideia era conseguirmos táxis rodoviários, por serem mais rápidos. Mas o único táxi que estava seguindo para Puerto Maldonado (PTM) foi logo ocuapado e as duas moças não quiseram completar/dividir o táxi. Nos restou aguardar a primeira VAN encher. Na época o valor das vans era de mais ou menos R$40 por pessoa. O problema é que essas vans não têm horário para sair, elas saem quando completa a lotação e no nosso caso demorou mais de uma de uma hora e meia para acontecer. Nesse meio tempo aproveitamos para trocar dinheiro e comprar chip da Movistar para usar a internet em uma mercearia perto do ponto. Deveríamos ter aproveitado para fazer o registro de entrada no Peru, mas marcamos bobeira nisso.

 

vans_1Somente por volta de 17:45h no horário do Peru, é que a van saiu rumo a Puerto Maldonado e, quando passamos pelo posto da imigração peruana, a van passou reto, tivemos de voltar depois de 5 minutos de estrada, que foi o tempo que o motora finalmente entendeu que “necessitamos hacer la migración“. Mais espera, mas dessa vez a culpa era nossa, pois poderíamos ter feito esse registro assim que garantimos a nossa vez na van. O problema foi a falta de confiança de deixar as malas com eles e sair pra bem longe da vista.

Esse trajeto, de Iñapari a Puerto Maldonado, de carro (ou táxi) leva entre 1h30min a 2h30min. Já de van, lotação, são de 3h ou mais. Já que ela vai parando ao longo da estrada, e são muitas paradas e mais de 100 lombadas. Isso quando a van vai direto de uma cidade até outra, pois algumas você desce em alguma vila no meio do caminho e ainda precisa esperar uma outra van completar para seguir viagem.

 

HostelChegamos a Puerto Maldonado por volta das 20h45, não havia mais tempo para seguir viagem na mesma noite, o próximo ônibus só sairia às 10h da manhã seguinte. A van nos deixou numa via principal e pegamos um táxi que nos ajudou a procurar aonde pernoitar. Rodamos algumas opções, algumas lotadas e outras bem caras, acabamos ficando em um hostel. O lugar era simples, confortável, com café da manhã e condicionador de ar (importante pois Puerto Maldonado é uma cidade na Amazônia Peruana, com clima bem similar ao de Manaus).

Puerto Maldonado tem um jeitão de cidade de interior com cerca de 140 mil habitantes, mas é a capital da Amazônia Peruana. Por ela passa um tributário do rio Amazonas, o rio Madre de Dios, que mais pra frente se junta ao rio Madeira. A exemplo de Manaus, a cidade também é considerada uma porta turística de entrada na Amazônia, possuindo tem um aeroporto pequeno, com voos diários para Cusco que duram menos de uma hora e com bilhetes a partir dos U$100,00.

Em Puerto Maldonado está uma das mais famosas pizzarias da região, a El Hornito, que experimentamos e aprovamos! Demos uma volta na praça principal da cidade e voltamos para descansar para o dia seguinte.

El Hornito: Madre De Dios J – 13, Puerto Maldonado, Peru – +51 82 572687 e em frente à Plaza de Armas


 

SEGUNDO DIA DE VIAGEM

Quinta-feira, 06 de Setembro de 2012
DE 3) PUERTO MALDONADO A 4) CUSCO

O segundo dia consistiu em acordar ainda em cenário amazônico e dormir a 3.400 metros de altitude.

 

34-PTM_CUS

Acordamos cedo e tomamos café do hostel: chá, café preto, suco de abacaxi ou mamão, pães e torradas. Fechamos a conta do hostel em mais ou menos 70 reais por pessoa e pedimos táxi. Chegou o taxista Alex Jesus e pedimos para ele dar um rolê pela cidade, para trocar dinheiro, ver a ponte e o rio de dia, a praça, o centro da cidade e ir comprar os bilhetes em um lugar que, na época não era na rodoviária. 

Ponte Continental. Inaugurada em 7 de setembro de 2011, é a ponte mais longa do Peru, com 722,95 metros

Ponte Continental. Inaugurada em 7 de setembro de 2011, é a ponte mais longa do Peru, com 722,95 metros

Jesus nos deixou na rodoviária por volta das 9h e cobrou apenas R$20,00 por toda a corrida. Aproveitamos e pegamos o contato dele para o caminho de volta, deixando pré acertado de nos levar direto de Puerto Maldonada até a fronteira.


d2_onibusPASSAGENS RODOVIÁRIAS: As vendas de passagens, nessa época, não eram feitas na rodovia, mas em postos de vendas em uma rua chamada Tambopata. Os assentos custavam cerca de R$ 40 (normal) e  R$70 (semi-cama/leito).

Com a nova rodoviária inaugurada por volta de 2014, as vendas das passagens já ocorrem na própria rodoviária de Puerto Maldonado.

Importante saber: Para comprar precisa apresentar RG ou Passaporte e se prepare para pagar em dinheiro. Escolhermos a empresa Movil Tours, mas outra bem avaliada é a Excluciva, que possui horários e valores similares. Evitem outras empresas.


No Peru, você precisa pagar, separadamente, a taxa de embarque (taxa de serviço). O pagamento é na própria rodoviária. Faça isso com bastante antecedência e, se possível, leve dinheiro trocado. O valor varia para cada rodoviária, mas é muito baixo. Guarde o comprovante de pagamento, ele pode ser solicitado tanto no acesso à área de embarque, quanto no próprio ônibus.

 Interior da Rodoviária de Puerto Maldonado. Lá no final desse corredor, aonde tem o reflexo do flash da câmera, ficava o guichê para pagamento da taxa de embarque, cujo pagamento de 1 sol é obrigatório.

Interior da antiga Rodoviária de Puerto Maldonado.

 

PuertoMaldonado_1Ficamos na rodoviária até 10h e o ônibus da MovilTour saiu precisamente no horário para uma viagem estimada em 12 horas. A comissária anunciou a velocidade máxima do ônibus de 90km/h, anunciou também que o banheiro é apenas para número 1, se precisar do número 2 então que avisasse que providenciariam “local adequado” (risos).
Para os viciados em internet, aviso logo que o sinal do celular acaba com 5 minutos de viagem. Mas alguns vilarejos pelo caminho te darão tempo pra baixar algumas conversas dos APPs.

Nota desnecessária: o ônibus parou apenas uma vez para que uma senhorita realizasse o serviço sujo. Só que o local não era muito adequado e também que em altitude quase não tem “matinho”.

O ônibus é muito confortável, você pouco sente balançar ou passar pelas centenas de lombadas. Também faz poucas paradas nas cidades do trajeto. Logo no começo da viagem serviram um pequeno box com biscoitos, bolo, uma bala e também um copo de refrigerante (Inka Cola). Aconselho levar bebida e água mineral, tanto para beber quanto para lavar as mãos e mesmo escovar os dentes. Álcool em gel também é útil.

altitude

Agora é preciso falar da rodovia inter-oceânica do lado peruano: É impecável! Manutenções vistas ou percebidas em quase todo o trajeto, sobretudo devido alguns deslizamentos de pedras ou terra que, por vezes, podem ocasionar a interdição da estrada por algumas horas, fato mais comum em época de chuvas (Dezembro a meados de Abril). A sinalização é presente, os refletores são de qualidade. Pra quem vai de carro, alguns trechos são pedagiados, mas não é caro, sobretudo quando se observa a qualidade e segurança do trajeto.

d2_queimadas2Em solo amazônico: Dependendo da época do ano, você verá (infelizmente) muitas queimadas na estrada. Você poderá observar que apenas as construções do governo são em alvenaria, como escolas, postos de saúde, todo o restante é bem simples e de madeira.

Com cerca de duas horas o ônibus inicia a subida na primeira serra. A velocidade cai pela metade. Mas o interessante é que você  notará que as mudanças (vegetação, solo, temperatura) serão cada vez menos sutis.

d2_subindo-a-serraCom curvas muito fechadas o uso de buzinas (claxon) é necessário.

d2_deslizamento


d2_rio-inampariDepois de subir e descer várias serras, com o rio Iñapari algumas vezes ao lado da estrada, paramos às 14h para almoçar em um povoado, num local muito simples. Nos foi servida uma sopa de batata e depois um bife de coração com arroz fritas e tomate. Para beber foi servido chá aguado sem gosto de nada.

 

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Salão do restaurante

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Cardápio na entrada do recinto

E a conta? Apenas 5 soles (equivalente a 5 reais na época).


A rodovia tem muitos lugares de tirar o fôlego (alguns literalmente).

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Passamos pelo ponto mais alto da rodovia quando sol já estava se escondendo por entre os Andes. Eu viajei gripado e com a garganta inflamada, acho que por isso o frio mais a altitude começaram a encrencar. Uma pena mesmo foi passar pelos nevados à noite. Contudo, mesmo de dia os vidros laterais estavam embaçando. O único vidro que não embaça é o frontal.

Bem, como relatado anteriormente, saímos de uma cidade amazônica e o calor de setembro me fez esquecer que o destino era frio e não levei o casaco em mãos. A manta que nos cedem no ônibus ajudou bastante mas, se você for “friorento(a)”, leve suas roupas de frio em mãos! (Se você nunca esteve em região fria, tenha em mente que jaqueta jeans e moletom não são roupas de frio).

 


 

ENFIM CUSCO!

Chegamos a Cusco às 19h30min, ou seja, nove horas e trinta minutos de viagem depois, menos que as doze horas previstas, mas no saldo total, perdemos um dia inteiro viajando, já que a nossa meta era fazer essa viagem de madrugada e amanhecer em Cusco, usando o primeiro dia para climatizar.

Primeiras impressões?

A altitude já tinha se apresentado ainda no ônibus com uma leve dor de cabeça. Para complicar o ônibus parou em um ponto bem afastado do desembarque e a caminhada acelerada para fugir do vento frio ajudou a piorar os sintomas da altitude, devido o ar rarefeito.

Entrando na área interna da rodoviária, demos de cara com uma grande confusão, parecia o aeroporto de Brasília. De imediato, compramos logo as passagens de volta para assegurar a vaga e os assentos.

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FOTO: Área interna da rodoviária. A foto é do dia da volta, uma segunda-feira, talvez por isso estivesse bem tranquila em relação ao dia que chegamos a Cusco

Ainda no salão da rodoviária, fomos abordados por gente oferecendo pacote turístico, hotel, pousada, táxi. Fomos perseguidos por duas senhoras que queriam vender hotel, pacote turístico, comida, artesanato, ingresso tudo!  Guardei o panfleto delas e fomos buscar um táxi credenciado para nos levar até o hotel. Acreditem, as duas senhoras nos seguiram mesmo quando entramos no taxí.

O táxi era credenciado, tinha a placa de licença com os dados do motorista, outro taxista de nome Alex. Conversando com ele, falamos da situação, de ter perdido um dia de viagem, que ainda não tínhamos ingresso de Machu Picchu, do ônibus da subida. Só tinhamos ticket do trem e as hospedagens. Que faltava também o como chegar em Ollantaytambo para pegar o trem. Ele indicou algumas agências que poderiam fazer um passeio de um dia e chegar a Ollantaytambo a tempo de pegar o trem. Se ofereceu para intermediar a negociação e o valor, inicial de U$180,00 por pessoa, baixou no choro para U$120,00. Era noite, as agências fechadas, o passeio deveria ser na manhã seguinte, então demos 40% do valor para ele, o restante pagaríamos dentro do ônibus do passeio. Confiamos né? com as precauções de tirar foto dos dados dele e gravar o áudio da conversa toda, pegar o número de telefone dele, que era o mesmo estampado no táxi.

Portanto, contratamos com o Alex o seguinte:

  • Tour no Vale Sagrado;
  • Visita às ruínas de Pisac e Ollantaytambo;
  • Almoço em Urubamba;
  • Ticket de ônibus para subida e descida em Machu Picchu;
  • Ingressos de acesso a Huaynapicchu;
  • Translado de retorno, partindo de Ollantaytambo até Cusco.

Só para não lhe confundir, o ingresso para o parque principal MACHU PICCHU nós já havíamos comprado via internet. Mas existem ainda duas montanhas que circundam o parque e que demandam ingressos à parte:

  • Huaynapicchu, que é a montanha menor;
  • Machupicchu Montaña, que é a beeem maior.

As vagas são limitadíssimas, bem como os horários mais restritos.
Se for fazer alguma montanha e mais o parque, então pernoite lá, sobretudo se for para a montanha maior, que a subida é estimada em duas a três horas para quem já está bem aclimatado.

 

d2_chadacocaChegamos ao HOTEL Golden Inca pouco depois das 20h, cansados, com muita dor de cabeça! Bebi o chá da folha da coca, sempre à disposição nos hotéis. Depois de um banho, deitei na cama com a cabeça mais elevada e fiquei respirando fundo e bem calmamente para ajudar na oxigenação do cérebro e a dor foi cedendo.

Sobre o mal da altitude, adianto que não é nada de outro mundo e nem tão complicado assim de superar. Quer saber como chegar na altitude melhor preparado? Clique aqui . Eu devo lembrar que fiz a viagem sem qualquer preparo e estava gripado.

Mas o que importa é que chegamos a CUSCO, comprovando que é possível e pode ser muito barato realizar essa viagem. Agora o próximo passo é MACHU PICCHU!

 


TERCEIRO DIA DE VIAGEM

Sexta-feira, 07 de Setembro de 2012
DE 4) CUSCO A 5) MACHU PICCHU

Acordamos cedo, sem dor de cabeça e depois de um café bem servido, ficamos na recepção aguardando o ônibus do passeio. O objetivo era percorrer o vale sagrado até chegar a Ollantaytambo, de onde pegaríamos o trem até Águas Calientes, também conhecida como povoado de Machu Picchu.

 

45-CUS-MPP

Logo depois do café nos pusemos a esperar, só que depois de uma hora de espera você começa a achar que foi esquecido ou que foi enganado mesmo. Por via das dúvidas resolvemos ligar às 09h para o número da agência que constava no folder, entregue pelo Alex (taxista) e que a recepcionista do hotel confirmou ser de verdade. Do outro lado da linha a pessoa solicitou os nomes e confirmou o passeio, nos  informou que o ônibus já estava na rua, buscando outros passageiros e que que esperássemos na frente do hotel. Minutos depois um guia apareceu bem apressado, nos fez sair correndo por duas quadras atrás dele até o ônibus.

RESULTADO da corrida: falta de ar, seguida de muita dor de cabeça e dificuldade para recompor do cansaço. Mas a dor de cabeça passou logo que sentei e retomei a respiração mais controlada.

IMG_1485O ônibus seguiu por outros hotéis da cidade para buscar outros passageiros e numa dela surgiu o taxista/agente de turismo Alex. Ele nos entregou os tickets do passeio de ônibus e os ingressos prometidos, além de todos os recibos. Ficou devendo apenas os bilhetes de subida/descida de Machu Picchu que nos seriam entregues em Águas Calientes, diretamente na pousada que informamos à ele. Pagamos o restante do combinado. Não combinamos apenas os ingressos dos locais que visitaríamos no passeio (BOLETO TURÍSTICO) mas o guia do passeio prometeu providenciar.

 

 


Abaixo repasso o roteiro de cada parada desse passeio, com as fotos e alguma informação a mais.


1ª PARADA
Feira de Artesanato – Intihuatana Pisaq Punko

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A feira está localizada a uns 10 minutos de Cusco, isolada, recebe principalmente ônibus de turismo. Uma variedade muito grande de produtos de artesanato, sobretudo mantas, gorros, camisas e produtos 100% locais, bem diferente das lembranças compradas em cidades turísticas europeias (tudo made in China).

Nesse mercado você também poderá ver as frutas regionais, comidas típicas, lanches, e… tirar fotos com as Lhamas.


2ª PARADA
Mirador Taray

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Também fica na “beira” da estrada. Paramos por uns 5 minutos apenas para fotos. O visual é absolutamente impressionante. Uma pena que a foto ficou “estourada”


3ª PARADA
Pisac – cidade

IMG_1661Tiramos fotos dessas mulheres e na hora de pagar, dei o dinheiro para a criança, que saiu correndo com o dinheiro dela e as duas senhoras foram atrás da menina, resmungando. rsrsrs

Depois de rodar mais uns 30 minutos por uma estrada rodeada de paisagens de tirar o fôlego, chegamos à cidade de Pisac. É um vilarejo situado na região do Vale Sagrado dos Incas, às margens do rio Urubamba. O ônibus encostou-se à via principal, que dá acesso às terraças de Pisac e o guia nos levou para uma joalheria especializada em prata (a prata peruana é a melhor do mundo). Tinha de tudo, joias, colares pulseiras e diversos pingentes. Aproveitei para dar uma explorada pela rua, aonde pode-se encontrar com facilidade, mais artesanatos, restaurantes, pousadas, casas de cambio, senhoras vestidas em trajes típicos que ganham dinheiro tirando fotos para turistas, passeios a cavalo pelos arredores. A cidade é bem interessante e bem colonial. Tem uma das maiores feiras de artesanato da região, mas  à época ela funcionava apenas aos domingos.


4ª PARADA
Pisac – ruínas

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A primeira grande parada da rota! Para ingressar é necessário boleto turístico.

As terraças chamam muito a atenção, elas eram utilizadas pelos Incas para cultivo de cereais, aproveitando a topografia e a umidade das montanhas. Os caras eram safos demais! Engenharia ancestral.

Acompanhamos a explanação do guia que nos deu 30 minutos para caminhar no parque e regressar para o ônibus.

O caso é que, era nosso primeiro dia de fato na altitude e todas as outras pessoas já estavam aclimatadas, de forma que foi impossível acompanhar o ritmo deles. Tentamos subir um pequeno morro com ruínas de habitações mas logo ficou claro que não daria tempo de, no nosso ritmo, de fazer o trajeto e voltar para o ônibus no horário informado. Achamos prudente desistir e caminhar para o ponto de encontro. Aproveitamos um pouco a vista e não demorou muito, o guia já começou a nos chamar de regresso.

O local é impressionante, é possível ver ainda os túmulos incas cavados nas montanhas. São milhares de túmulos, repletos de múmias, muitos dos túmulos ainda intocados. O local dos túmulos não nos é acessível, mas é visível.

Nota: Um senhor se atrasou, por consequência da altitude ele não conseguia caminhar rápido. A esposa dele, no ônibus, pediu para o guia esperar, mas o guia reclamava do horário, que todo mundo havia chegado e ele não. Lembrei que desistimos de subir nas ruínas para cumprir horário (por isso que não curto pacotes de viagem) e o Sr. poderia ter feito o mesmo, mas ainda assim foi desnecessária e constrangedora a atitude do motorista.

 


5ª PARADA
Urubamba- almoço

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Paramos em Urubamba apenas para almoçar num restaurante self-service bem bacaninha chamado Illary. Com iguarias locais (Cuy, Alpaca, Ceviche) e com comidas “normais”. Esse era o local oferecido no pacote, mas quem não quisesse, poderia usar o tempo para almoçar em outro local mais badalado ou mais simples e, se fosse pelo caminho, era só combinar com o guia que ele buscaria.


6ª PARADA
Ollantaytambo – Ruínas

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A última parada do tour é um vilarejo pequeno distante uns 60 km de Cusco e com um importante sítio arqueológico. Além de ter a estação de trem com acesso à cidadela de Macchu Picchu. Ollanta foi um importante centro militar do império inca, abrigando ainda o imperador Pachacuti, um grande conquistador. Também serviu de fortaleza para a resistência Inca para o líder Manco Inca Yupanqui).

Enfim, deixamos as malas com uma moça que além de vender “legítimas pedras incas” na feira de artesanato, também guardava volumes e entramos no parque. Pegamos as primeiras instruções do local, mas por conta do horário avançado, nos desligamos do grupo para procurar a estação de trem.

A cidade possui bons hotéis e pousadas, se tornando uma opção para quem não quer gastar mais dinheiro pernoitando em Machu Picchu. Também possui vários passeios, trilhas a pé, com cavalos, bikes e motos.


Ollantaytambo – Estação de trem

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A última missão do dia era chegar até a cidade de Águas Calientes, ou Machu Picchu Pueblo. Um povoado que fica aos pés da montanha de Machu Picchu e que, para chegar até lá, ou você vai de trem ou vai a pé ou pega uma van até a hidrelétrica do meio do caminho e segue a pé por umas duas a três horas. Nossa decisão foi pelo trem. Compramos os bilhetes antecipados pela internet e só fizemos a troca do voucher pelos bilhetes e ja seguimos para a estação.

 

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IMG_1994 - Copia

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Recomendo que você passe cadeado nas malas e as mantenha sob vigilância, principalmente durante o desembarque.


ENFIM MACHU PICCHU

Após 1h, desembarcamos numa estação de trem bem arrumadinha e lotada. Saímos e seguimos a pé em direção à hospedagem, que foi bem fácil de localizar. A pousada era simples, arrumadinha. Não tinha ventilador e muito menos condicionador de ar (lá não é tão frio quanto Cusco e não faz calor como Manaus). A cama não era confortável mas por uma noite, tá valendo. Os atendentes eram muito solícitos, alguns moravam lá mesmo.

Depois de um bom banho, descemos e na recepção e nos entregaram a “encomenda” do taxista/guia alex: Tickets de subida/descida de ônibus para a cidade perdida, o roteiro de visita com o guia (obrigatório) e todo o restante.

Aproveitamos o tempo livre na cidade para explorar, beber uma cervejinha e jantar. Aproveitei e pedi uma pizza pequena de atum para levar no dia seguinte a Machu Picchu, já que lá não tem restaurante (tem em um hotel perto mas é bem caro). Essa  pizza demorou muito, quando veio, já veio em embalagem selada para viagem, voltamos para o hotel para dormir cedo, para acordar cedo, subir para Machu Picchu o quanto antes.

Esse dia exigiu bastante e sofremos muito com a altitude. Foi muito difícil acompanhar as pessoas que já estava aclimatadas. Por isso é muito importante deixar os primeiros dias para atividades leves.


QUARTO DIA DE VIAGEM

Sábado, 08 de Setembro de 2012
MACHU PICCHU

Chegou o dia de conhecer uma das maiores maravilhas ancestrais já erguidas pela humanidade. Patrimônio cultural da UNESCO, a lendária cidade perdida dos Incas, guardiã de mistérios, que foi abandonada e, por isso mesmo, se manteve preservada e longe da ação destruidora dos espanhóis. Não se sabe até hoje o que de fato representava Machu Pikchu (nome original), se era um local sagrado, um templo, um quartel general, um local de comando das cidades conquistadas, ou mesmo uma casa de férias do imperador Pachacuti!

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5h levantamos e  já notamos um cheiro forte de peixe no quarto, mas podia ser do rio que passa por trás da pousada. Tomamos um desjejum cedo, preparado pela pousada. De volta ao quarto, nos preparativos finais para a subida, percebi que a pizza de atum era, na verdade, pizza de sardinha, daí o cheiro forte de peixe no quarto. Não tinha como colocar a caixa da pizza na mochila.

IMG_2516Seguimos para o ponto do ônibus, que foi muito fácil de localizar. Não era ainda 7h e já tinha fila, embora pequena. Não demorou muito já estávamos no micro ônibus, subindo a montanha.

Os ônibus começam a subir às 5h. Ideal para quem quiser assistir o nascer do sol e aproveitar o lugar com menos pessoas. Mas é possível que esteja nublado e você não veja o sol nascer, apenas o dia clarear.


Por qual motivo ir cedo?
Motivo principal: curtir o local antes da horda de turistas.
Outros motivos: Testemunhar a chuva matinal e o local totalmente encoberto pelas nuvens, que quase querem esconder as ruínas dos nossos olhos, mas que aos poucos vão se esvaindo, abrindo a visão para um local simplesmente espetacular.

Desembarcamos na entrada do parque e já havia bastante movimento. Passamos pelas catracas e nos dirigimos para as terraças.

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Após um leve banho de chuva, meditação e contemplação, de sentir a energia o local, era hora de voltar para a portaria do parque se juntar ao grupo Kosmos para iniciar a visita guiada, isso por volta das 9h.

Nosso guia era bastante cético em relação às teorias espiritualistas da cidadela e bem feroz em desiludir desses mitos, mas, apesar desse ponto, ele explicou bem os fatos e fez uma boa incursão pelas ruínas. O trecho inicial é um lance de escadarias e teve muita gente parando pelo meio do caminho, sentando, recuperando fôlego e o guia puxando a galera pra cima na marra.

Finalmente chegamos à parte alta, próximo à entrada da Montaña Picchu e pudemos ver a cidade principal e ter uma real noção da complexidade logística que era essa construção! E o melhor, o restante do percurso era quase todo de descida!

 

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Nesta foto ao lado, estávamos na última parada da visita guiada, note todo mundo com cara de cansado, encostados na parede. Ninguém estava mais prestando mais atenção em nada. Até por conta de um elemento que vivia perguntando coisas do guia como que querendo testar o conhecimento do pobre. Sempre tem desses…

 

 

 

 

Ao fim da visita guiada, subimos tudo outra vez para a entrada da Montaña Picchu. Mas nesse ponto, a água havia acabado e a fome apertou junto com o cansaço. O ingresso, que pedimos para a montanha menor, era, na verdade, para a montanha maior, que demandaria ao menos 5 horas para subida e descida. Sem água e com sede, sem comida e com fome, cansados e com uma subida desgastante pela frente, com bilhete de trem comprado e sem vaga nos próximos mas com 5 horas ainda de montanha e mais o tempo de entrar no ônibus da descida, concluímos que, apesar de coragem, não tínhamos condições e nem tempo suficiente de encarar a montanha. Desistimos!

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Chegamos de volta a Águas Calientes por volta das 14h e fomos fazer o check out no hotel, deixamos as malas guardadas lá mesmo e seguimos para almoçar. Aproveitamos as poucas horas na cidade para uma volta na feira de artesanato e depois parar para um café e sobremesa, em um restaurante em frente aos trilhos. Momento para refletir e observar o vai e vem das pessoas enquanto a cabeça assimilava o feito!

17h o trem partiu, por volta das 18h estávamos em Ollantaytambo e fomos atrás dos nossos nomes com os motoristas que estavam na frente da estação, com listas de turistas para levar de volta a Cusco. Depois de um tempo achamos o nosso ônibus e voltamos a Cusco, numa viagem que levou entre 90 a 120 minutos.

Chegamos a Cusco bem de noite e, como nossa viagem de volta para Manaus já iniciaria na manhã seguinte, resolvemos explorar Cusco do jeito que desse, mesmo que não desse pra fazer nada além de jantar. Então seguimos para Plaza de Armas e demos uma volta pelos arredores tentando achar algum restaurante. O único restaurante que estava aberto fechou a porta na nossa cara,  literalmente.

Tentamos seguir por outras ruas mas fomos abordados por um rapaz, insistentemente oferecendo drogas, então demos meia volta e terminamos na Mcdonalds. Demos mais uma volta pelas ruelas da cidade e voltamos para o hotel. Cusco ficou para uma próxima viagem, mas Machu Picchu valeu todo o esforço! É um lugar único, com uma energia positiva e merece estar na sua lista de lugares para conhecer! Vale a pena o perrengue da estrada, vale a pena ir do jeito que você conseguir ir.

 


QUINTO DIA DE VIAGEM – A VOLTA

Domingo, 09 de Setembro de 2012
DE CUSCO A PUERTO MALDONADO

Saímos de Cusco no ônibus das 10h da manhã. A viagem seguiu sem atropelos e, como escolhemos o assento frontal do ônibus, pude filmar boa parte do trajeto e sem vidros embassados!

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Passamos de dia pela parte mais alta da estrada! E realmente é tudo isso!

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Chegamos a Puerto Maldonado por volta das 19h. Pegamos um táxi e pedimos para nos deixar numa pousada barata. E assim foi. Já conversamos com o taxista para ele nos levar de manhã cedo até a fronteira, já deixando um valor acertado. Eu sei, já havia me apalavrado com Jesus, mas Jesus não estava nos atendendo então era preciso um plano B.

 


 

SEXTO DIA DE VIAGEM

Segunda, 10 de Setembro de 2012
DE PUERTO MALDONADO A MANAUS

Gracias por tu visita

Passava das 7h da manhã quando ligamos e até enviamos SMS para o Taxista Jesus (que já tínhamos combinado quando passamos por lá na ida), mas de novo ele não atendeu ou respondeu. Não dava para perder mais tempo para manter a palavra com Jesus. Então chamamos o taxista Richard Javier, que foi quem nos levou da rodoviária para o hotel na noite anterior.

Às 7:36 saímos do hotel, 7:45 cruzamos a ponte intercontinental e pegamos a estrada. No começo ele tava bem tranquilo no volante, até que o apressamos e ele acelerou. Acabou que pagamos, ao invés de 200 soles, 250 por ter gasto mais combustível, justo para ele, melhor para nós. Chegamos a Iñapari às 10h35min.

Registramos a saída, um guarda da fronteira peruana pediu para revistar a minha bagagem, encrencou, comeu talco e nos liberou. (achei que seria preso, leia sobre esse perrengue aqui).

Atravessamos a fronteira, registramos nossa entrada no Brasil e às 10:50 já estávamos no ponto de táxi rodoviário de Assis!

Um detalhe faz a diferença: Na época, o fuso horário no Acre era diferente do Peru, haviam igualado ao horário do Amazonas. E deixamos isso passar batido completamente pois alguns blogs afirmavam que o fuso era o mesmo. Na ida, não percebemos essa mudança de fuso, afinal, trocamos o chip e o telefone não atualizou o horário, o horário só foi atualizado lá em Puerto Maldonado, dando a impressão de que ficamos 4h na van, mas ficamos somente cerca de 3h.

Enfim, meu amigo me mostrou o relógio do carro do taxista em Assis e de início eu achei que estava errado. Retirei o chip da Movistar, devolvi o chip da minha operadora e o horário atualizou automaticamente. Foi aí que o barraco desabou!

Não eram 10:50, eram 11:50! Não tínhamos mais uma hora de saldo, tínhamos era perdido uma hora da nossa conta.

Ou seja, saímos de Assis quase ao meio dia, chegamos a Brasiléia 13h18min, trocamos de táxi e saímos de Brasiléia 13h28min. Normalmente são 3h de viagem MAS precisávamos chegar no balcão do check-in em apenas 2h30min.

Pior é que, conosco, estava um senhor e seu filho e eles queriam parar pra comer, e eu expliquei a situação, eles relutaram um pouco mas aceitaram e ajudaram. O garoto ficou comendo biscoito sossegado.

O taxista, ainda respeitando os limites, mas sem parar nem para um lanche rápido e sem tirar o pé para economizar gasolina, chegou a Rio Branco com saldo de tempo. Para suavizar a situação, propôs deixar pai e filho na casa deles, mas eles pediram para ficar na principal para nos ajudar. Foram muito gente boa!

O taxista cobrou 40 reais a mais para nos deixar direto aeroporto. Chegamos ao aeroporto às 16h05min e foi só entramos na fila do check in que um funcionário da Gol fechou o acesso.

Enfim, foi por muito, MUITO pouco!

Mas tudo valeu a pena! Seria muito melhor se tivéssemos à época, blogs mais precisos, mais atualizados, que nos contassem não só as maravilhas da viagem, mas também do que pode ser evitado e do que não pode ser evitado.


E você quer fazer essa viagem? Leia nosso manual completo



INFORMAÇÕES EXTRAS
MACHU PICCHU

Quando fores, saiba que não se vende absolutamente nada dentro do parque. Leve sua água em suportes próprios ou na mochila, não leve copos. Se possível escolha garrafa de 1litro a 2litros. Se fores subir para as montanhas, considere levar mais água ainda além de um bom lanche.  Leve uma sacola para guardar seu lixo!

E vá com calma, apesar de Machu Picchu estar a 1.000 metros mais abaixo que Cusco, você ainda estará a 2.400 metros de altitude, continuam, portanto, valendo as regras da altitude.

Antes do portão de entrada do parque existem opções de água, lanche e refeições, mas o preço é bem inflacionado. Você pode descer até a cidade para alguma refeição e voltar. O ingresso do parque é válido o dia todo, para quantas vezes precisar entrar e sair no mesmo dia, exceto os ingressos vespertinos, que só permitem a entrada, é claro, pela tarde, mas no período da tarde, você pode entrar e sair do parque quantas vezes necessitar, até o horário de encerramento. O problema mesmo é o bilhete do ônibus só vale para uma ida e uma volta. Eles custam US$18,00 e só era possível pagar em dólares e em espécie.

No alto da montanha, perto da entrada do parque, tem o hotel Sanctuary Lodge (o único no topo), nesse hotel tem o Tampu, um restaurante muito bem conceituado, refinado com um cardápio variando entre a culinária peruana e a internacional. Se quiser e tiver sobrando, fica essa dica.

Senão, segure o tempo com uns lanches, bolachas (ou biscoitos), e almoce ou jante quando descer de volta para o povoado. Que possui boas opções para todos os bolsos.

RESUMO:

O QUÊ? Viagem ao Peru via rodovia do pacífico, com destino a Machu Picchu e saindo de Rio Branco, Acre.
*Cusco é o umbigo do mundo e a porta de entrada para quem quer conhecer Machu Picchu, a cidade perdida dos Incas. Por isso as principais cidades neste roteiro são:
Rio Branco >> Puerto Maldonado >> Cusco >> Machu Picchu

QUANDO FUI? Em 2012, de 05 a 10 de Setembro (06 dias)

COMO? Avião até Rio Branco; Táxi rodoviário até a cidade de fronteira com o Peru; Van da fronteira até Puerto Maldonado; Ônibus até Cusco; Ônibus/Trem até Machu Picchu.

QUANTO LEVEI? Em dinheiro: R$1.000,00 (300USD e o resto em reais)
Outras despesas em cartão (Hotel, Aérea, Trem, Ingresso Machu Picchu): ~R$ 1.500,00

Importante: todos os valores estão em reais, convertidos de Dólares e Soles, respeitando o câmbio da época: [US$1,00=R$2,03]  &&  [R$1,00=S$1,29]