Relato de Viagem: Cusco/Machu Picchu via Estrada do Pacífico

RELATO DE VIAGEM

Cusco / Machu Picchu por estrada

As grandes pirâmides do Egito, a cidadela asteca de Teotihuacán e a cidadela Inca de Machu Picchu são exemplos de lugares históricos da minha lista de destinos. Nada mais lógico que começar por aqui por perto, afinal Machu Picchu está a “apenas” 1.800 km de distância, bem mais perto que o Rio de Janeiro (2.800 km) e 100 km mais perto até mesmo que Brasília!

Então fica bem claro que todo amazonense aproveita a “proximidade” com os Andes peruanos e vai turistar pra lá, certo? ERRADO! Basta uma busca rápida por passagens entre Manaus e Cusco e pronto,você logo desanima!

AdSense:

Decidi fazer essa viagem por estrada, a partir de Rio Branco, por ser mais econômico. Fiz algumas pesquisas sobre como ir e encontrei tinha bastante coisa desatualizada e ninguém falava dos problemas, só das boas coisas e isso me fez passar por algumas situações que poderia ter evitado. Então, anotei tudo o que fiz e criei um MANUAL COMPLETO aqui no site para você não precisar passar pela mesma situação, ir e voltar com segurança e economizando uma grana. Dá uma olhada lá 🙂


PRIMEIRO DIA DE VIAGEM

Quarta-feira, 05 de Setembro de 2012
DE 1) MANAUS A 2) RIO BRANCO

A viagem começou em Manaus, quando peguei o voo com destino à Rio Branco.

12-MAO_RBR

O voo da Gol saiu precisamente no horário. Fez escala em Porto Velho, e pousou às 12h50min em Rio Branco. Como não despachamos malas, dez minutos depois do pouso já estávamos no táxi rodoviário, que contratamos ainda de Manaus, para seguir a viagem direto para a fronteira, por umas quatro horas de chão.


DE 2) RIO BRANCO A 3) PUERTO MALDONADO

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AdSense:

A viagem de táxi é sossegada, embora a estrada tenha trechos ruins no lado do Brasil mas é toda trafegável

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A estrada do lado brasileiro é boa, até devido o “padrão Brasil” de manutenção, similar ao padrão japonês (sqn). Em alguns (vários) trechos era preciso atravessar mais de 100m no barro.

Seguimos direto, paramos apenas uma vez para um breve lanche e com isso registramos nossa saída do Brasil no posto da Alfândega da cidade fronteiriça de Assis  às 17h10min.

Cinco minutos depois, atravessamos o rio e chegamos a Iñapari, já em território peruano.

Posto de controle
Posto de controle do lado Brasil

Não conseguimos táxis rodoviários e optamos, portanto, por usar o serviço de van até Puerto Maldonado (40 soles). As vans não têm horário para sair, elas saem quando completa a lotação (o que demorou mais de uma hora e meia para acontecer). Aproveitamos para trocar dinheiro e comprar chip da Movistar para usar a internet em uma mercearia perto do ponto.

vans_1Por volta de 17:45h, a van (finalmente) saiu rumo a Puerto Maldonado. O problema é que um trajeto que em táxi lotação levaria de 2h a 2:30h, na van leva de 3h ou mais. Nesse dia não tinha mais a van que fazia rota direta até Puerto Maldonado.

E a van foi parando em todas as vilas na estrada, embarcando e desembarcando pessoas e mercadorias.

Se você tiver tempo, é legal para ir observando o dia a dia do povo, mas sinceramente, depois de 3 horas de voo, 4 horas de carro e mais de uma hora de espera pela VAN…

Dica: Atravessando a fronteira, se decidir ir de van, procure logo fazer o registro de entrada no Peru, algumas vans passam reto. Tivemos de voltar depois de 5 minutos de estrada, tempo que o motora levou pra entender a minha informação inicial: “necessitamos hacer la migración“.

Depois de muitas paradas e umas 100 lombadas, chegamos a Puerto Maldonado por volta das 20h45.

Em Puerto Maldonado, os ônibus saem DIARIAMENTE pela manhã (10h) e pela noite (20h) e vão direto para Cusco, com uma parada rápida para refeição. As passagens precisam ser adquiridas com até uma hora de antecedência, ou seja, chegamos duas horas atrasados!

HostelO jeito foi procurar dormida, rodamos algumas opções e achamos, por fim, um hostel com vaga e um preço nem tão salgado e com café da manhã. O lugar era simples mas confortável e com condicionador de ar.

Puerto Maldonado tem um jeitão de cidade de interior e várias ruas nem são asfaltadas, mas é uma cidade até com certo charme, embora não tão populosa, com cerca de 140 mil habitantes. Por ela passa um tributário do rio Amazonas, o rio Madre de Dios, que mais pra frente se junta ao rio Madeira. A exemplo de Manaus, a cidade também é considerada uma porta turística de entrada na Amazônia, possuindo tem um aeroporto pequeno, com voos diários para Cusco que duram menos de uma hora e com bilhetes na casa dos U$100,00.

Ah, em Puerto Maldonado está uma das mais famosas pizzarias da região, a El Hornito, vale muito a pena, de verdade, experimentar a pizza! Demos uma volta na praça principal da cidade, comemos a pizza e voltamos para descansar para o dia seguinte.

El Hornito: Madre De Dios J – 13, Puerto Maldonado, Peru – +51 82 572687 e em frente à Plaza de Armas

Fim do primeiro dia de viagem!


 

SEGUNDO DIA DE VIAGEM

Quinta-feira, 06 de Setembro de 2012
DE 3) PUERTO MALDONADO A 4) CUSCO

O segundo dia consistiu em acordar ainda em cenário amazônico e dormir a 3400 metros de altitude.

 

34-PTM_CUS

Acordamos cedo, descemos para o café da manhã que era simpes, mas honesto: chá, café preto, suco de abacaxi ou mamão, pães e torradas. Mas pra quem vai pegar 12h de estrada, um desjejum leve foi (mais ou menos) bem vindo.

Fechamos a conta do hostel em 136$ (65+65+IVA), em seguida pedimos táxi pelo hotel. Conversamos com Alex Jesus (o taxista) que, antes de nos levar para a rodoviária, nos levou para um city tour simples pela cidade. Primeiro passamos por uma casa de câmbio, em seguida compramos os bilhetes rodoviários (Semi cama 70S) e fomos dar uma volta pela cidade pra gastar hora.

Ponte Continental. Inaugurada em 7 de setembro de 2011, é a ponte mais longa do Peru, com 722,95 metros
Ponte Continental. Inaugurada em 7 de setembro de 2011, é a ponte mais longa do Peru, com 722,95 metros

Jesus nos deixou na rodoviária 9h e pediu apenas 20S pelo dízimo pela corrida toda. Peguei o contato dele e deixei pré acertado uma volta nossa de táxi, direto para a fronteira.


d2_onibusPASSAGENS RODOVIÁRIAS: As vendas de passagens não eram feitas na rodovia, mas em postos de vendas em uma rua chamada Tambopata. Os assentos custavam 40S (normal) e  70S (semi-cama, recomendo). Também precisa comprar pelo menos 30 minutos antes.

Agora as vendas ocorrem na própria rodoviária de Puerto Maldonado.

Para comprar precisa apresentar RG ou Passaporte e estavam aceitando o pagamento apenas em dinheiro. Fomos de Movil Tours, mas outra bem avaliada é a Excluciva, que possui horários e valores similares. Evitem outras empresas.


No Peru, você precisa pagar, separadamente, a taxa de embarque (taxa de serviço). O pagamento é na própria rodoviária. Faça isso com bastante antecedência e, se possível, leve dinheiro trocado. O valor varia para cada rodoviária, mas é muito baixo. Guarde o comprovante de pagamento, ele pode ser solicitado tanto no acesso à área de embarque, quanto no próprio ônibus.

 Interior da Rodoviária de Puerto Maldonado. Lá no final desse corredor, aonde tem o reflexo do flash da câmera, ficava o guichê para pagamento da taxa de embarque, cujo pagamento de 1 sol é obrigatório.
Interior da antiga Rodoviária de Puerto Maldonado.

 

PuertoMaldonado_1Ficamos na rodoviária até 10h e o ônibus da MovilTour saiu precisamente no horário para uma viagem estimada em 12 horas. A comissária anunciou a velocidade máxima do ônibus de 90km/h, anunciou também que o banheiro é apenas para número 1, se precisar do número 2 então que avisasse que providenciariam “local adequado” (risos).
Para os viciados em internet, aviso logo que o sinal do celular acaba com 5 minutos de viagem. Mas alguns vilarejos pelo caminho te darão tempo pra baixar algumas conversas dos APPs.

Nota desnecessária: o ônibus parou apenas uma vez para que uma senhorita realizasse o serviço sujo. Só que o local não era muito adequado e também que em altitude quase não tem “matinho”.

O ônibus é muito confortável, você pouco sente balançar ou passar pelas centenas de milhares de lombadas e fez poucas paradas nas cidades em que passa. Logo no começo da viagem serviram um pequeno box com biscoitos, bolo, uma bala e também um copo de refrigerante (Inka Cola). Aconselho levar bebida e água mineral, tanto para beber quanto para lavar as mãos e mesmo escovar os dentes. Álcool em gel também é útil.

altitude

Agora é preciso falar da rodovia inter-oceânica do lado peruano: É impecável! Manutenções vistas ou percebidas em quase todo o trajeto, sobretudo devido alguns deslizamentos de pedras ou terra que, por vezes, podem ocasionar a interdição da estrada por algumas horas, fato mais comum em época de chuvas (Dezembro a meados de Abril). A sinalização é presente, os refletores são de qualidade. Pra quem vai de carro, alguns trechos são pedagiados, mas não é caro, sobretudo quando se observa a qualidade e segurança do trajeto.

d2_queimadas2Em solo amazônico: Dependendo da época do ano, você verá (infelizmente) muitas queimadas na estrada. Você poderá observar que apenas as construções do governo são em alvenaria, como escolas, postos de saúde, todo o restante é bem simples e de madeira.

Com cerca de duas horas o ônibus inicia a subida na primeira serra. A velocidade cai pela metade. Mas o interessante é que você  notará que as mudanças (vegetação, solo, temperatura) serão cada vez menos sutis.

d2_subindo-a-serraCom curvas muito fechadas o uso de buzinas (claxon) é necessário.

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d2_rio-inampariDepois de subir e descer várias serras, com o rio Iñapari algumas vezes ao lado da estrada, paramos às 14h para almoçar em um povoado, num local muito simples. Nos foi servida uma sopa de batata e depois um bife de coração com arroz fritas e tomate. Para beber foi servido chá aguado sem gosto de nada.

 

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Salão do restaurante
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Cardápio na entrada do recinto

E a conta? Apenas 5 soles!


De volta na estrada, tentei escovar os dentes no banheiro do ônibus mas a água da torneira tava muito fedida! Saí do banheiro e fui buscar uma garrafa de água mineral que resolveu o problema.

Mais cedo eu tinha meio que me arrependido de não ir a Cusco de avião (a partir de Puerto Maldonado). Mas observar as mudanças da paisagem, as cores, até mesmo as casas, as vestimentas, as pessoas e o clima cada vez mais frio, tudo isso vale muito a pena. É único!

A rodovia tem muitos lugares de tirar o fôlego (alguns literalmente).

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Passamos pelo ponto mais alto da rodovia e o sol já estava se escondendo por entre os Andes. Eu viajei gripado e com a garganta inflamada, acho que por isso o frio mais a altitude começaram a encrencar com meu ouvido. Uma pena mesmo foi passar pelos nevados à noite. Mas mesmo que passássemos de dia, os vidros laterais estavam muito embaçados, sem condições de registros pela câmera, celular, nada! O único vidro que não embaça é o frontal, no segundo piso.

Bem, como relatado anteriormente, saímos de uma cidade amazônica e o calor de setembro me fez esquecer que o destino era frio. Esqueci de tirar o casaco da mala e levar em mãos e só lembrei deles quando começou a cair a temperatura. Contudo, quando cai a temperatura o ônibus já está em um trecho em que não para mais. A manta que nos dão no ônibus ajudou bastante mas algumas pessoas sentem mais frio que outras, se esse for seu caso, não cometa o mesmo erro que o meu e leve suas roupas de frio em mãos! (Se você nunca esteve em região fria, tenha em mente que jaqueta jeans e moletom não são roupas de frio, não se garanta nelas).

 


 

ENFIM CUSCO!

Chegamos a Cusco às 19h30min, ou seja, nove horas e trinta minutos de viagem depois. Mas perdemos um dia inteiro, afinal, nosso plano era chegar na manhã cedo e aproveitar o dia para atividades leves na cidade de Cusco.

Primeiras impressões?

A altitude já tinha se apresentado e recebi uma leve dor de cabeça nas boas vindas. Para complicar o ônibus parou em um ponto bem afastado do desembarque e a caminhada acelerada para fugir do vento frio ajudou a piorar os sintomas da altitude.

Entrando na área interna da rodoviária, demos de cara com uma grande confusão. Gente de um lado pro outro, entrando, saindo, com pressa, devagar, mas muita gente numa grande confusão, quase parecia o aeroporto de Brasília.

Fomos comprar as passagens de volta para assegurar a vaga e poder escolher os assentos.

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FOTO: Área interna da rodoviária. A foto é do dia da volta, uma segunda-feira, talvez por isso estivesse bem tranquila em relação ao dia que chegamos a Cusco

Com a nossa cara de turistas, logo fomos perseguidos por gente oferecendo pacote turístico, hotel, pousada, táxi, tudo, tudo menos dinheiro!

Fomos perseguidos por duas senhoras, que queriam vender hotel, pacote turístico, comida, pão velho, artesanato, chinelo, incenso, raquete de mosquito, tudo!  Guardei o panfleto delas e fomos buscar um táxi credenciado, enquanto as senhoras ainda nos perseguiam, insistindo.

O táxi era credenciado, tinha a placa de licença com os dados do motorista, o Alex. Conversando com ele, falamos da situação, de ter perdido um dia de viagem, que ainda não tínhamos ingresso de Machu Picchu, do ônibus da subida. Só tinhamos ticket do trem e as hospedagens. Que faltava também o como chegar em Ollantaytambo para pegar o trem. Ele indicou algumas agências que poderiam fazer um passeio de um dia e chegar a Ollantaytambo a tempo de pegar o trem. Se ofereceu para intermediar a negociação e o valor, inicial de U$180,00 por pessoa, baixou no choro para U$120,00. Era noite, as agências fechadas, o passeio deveria ser na manhã seguinte, então demos 40% do valor para ele, o restante pagaríamos dentro do ônibus do passeio. Confiamos né? com as precauções de tirar foto dos dados dele e gravar o áudio da conversa toda, pegar o número de telefone dele, que era o mesmo estampado no táxi, também fotografado.

Portanto, contratamos com o Alex (taxista) o seguinte:

  • Tour no Vale Sagrado;
  • Visita às ruínas de Pisac e Ollantaytambo;
  • Almoço em Urubamba;
  • Ticket de ônibus para subida e descida em Machu Picchu;
  • Ingressos de acesso a Huaynapicchu;
  • Translado de retorno, partindo de Ollantaytambo até Cusco.

Só para não lhe confundir, o ingresso para o parque principal MACHU PICCHU nós já havíamos comprado via internet. Mas existem ainda duas montanhas que circundam o parque e que demandam ingressos à parte:

  • Huaynapicchu, que é a montanha menor;
  • Machupicchu Montaña, que é a beeem maior.

As vagas são limitadíssimas, bem como os horários mais restritos.
Se for fazer alguma montanha e mais o parque, então pernoite lá, sobretudo se for para a montanha maior, que a subida é estimada em duas a três horas para quem já está bem aclimatado.

 

d2_chadacocaChegamos ao HOTEL Golden Inca pouco depois das 20h, cansados, com muita dor de cabeça! Bebi o chá da folha da coca, sempre à disposição nos hotéis. Depois de um banho, deitei na cama com a cabeça mais elevada e fiquei respirando fundo e bem calmamente para ajudar na oxigenação do cérebro e a dor foi cedendo.

Sobre o mal da altitude, adianto que não é nada de outro mundo e nem tão complicado assim de superar. Quer saber como chegar na altitude melhor preparado? Clique aqui . Eu devo lembrar que fiz a viagem sem qualquer preparo e estava gripado, então a dor de cabeça era inevitável.

Mas o que importa é que chegamos a CUSCO, comprovando que é possível e pode ser muito barato realizar essa viagem. Agora o próximo passo é MACHU PICCHU!

 


TERCEIRO DIA DE VIAGEM

Sexta-feira, 07 de Setembro de 2012
DE 4) CUSCO A 5) MACHU PICCHU

Acordamos cedo, sem dor de cabeça e depois de um café bem servido, ficamos na recepção aguardando o ônibus do passeio. O objetivo era percorrer o vale sagrado até chegar a Ollantaytambo, de onde pegaríamos o trem até Águas Calientes, também conhecida como povoado de Machu Picchu.

 

45-CUS-MPP

Logo depois do café nos pusemos a esperar, só que depois de uma hora de espera você começa a achar que foi esquecido ou que foi enganado mesmo. Por via das dúvidas resolvemos ligar às 09h para o número da agência que constava no folder, entregue pelo Alex (taxista) e que a recepcionista do hotel confirmou ser de verdade. Do outro lado da linha a pessoa solicitou os nomes e confirmou o passeio, nos  informou que o ônibus já estava na rua, buscando outros passageiros e que que esperássemos na frente do hotel. Minutos depois um guia apareceu bem apressado, nos fez sair correndo por duas quadras atrás dele até o ônibus.

RESULTADO da corrida: falta de ar, seguida de muita dor de cabeça e dificuldade para recompor do cansaço. Mas a dor de cabeça passou logo que sentei e retomei a respiração mais profunda, restando um incômodo de leve que ia e vinha. Imediatamente lembrei daquelas cenas dos jogadores de futebol, brasileiros, quando precisam jogar em altitude. Nunca mais critiquei e passei a defendê-los!

IMG_1485O ônibus seguiu por outros hotéis da cidade para buscar outros passageiros e numa dela surgiu o taxista/agente de turismo Alex. Ele nos entregou os tickets do passeio de ônibus e os ingressos prometidos, além de todos os recibos. Ficou devendo apenas os bilhetes de subida/descida de Machu Picchu,  prometendo que nos seriam entregues em Águas Calientes, diretamente na pousada que informamos à ele. Pagamos à ele, portanto, o restante do combinado. Ficou faltando os ingressos dos locais que visitaríamos no passeio (BOLETO TURÍSTICO), mas não estavam mesmo no pacote e o guia do passeio providenciaria.

 

 


Abaixo repasso o roteiro de cada parada desse passeio, com as fotos e alguma informação a mais.


1ª PARADA
Feira de Artesanato – Intihuatana Pisaq Punko

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A feira está localizada a uns 10 minutos de Cusco, isolada, recebe principalmente ônibus de turismo. Uma variedade muito grande de produtos de artesanato, sobretudo mantas, gorros, camisas e produtos feitos com couro e pelo de lhamas. Diferente das lembranças compradas em cidades turísticas europeias (tudo made in China), a grande maioria dos produtos são de fato, produzidos por locais, com material local, representando verdadeiramente sua cultura.

Tem também frutas, comidas típicas, lanches, e… Lhamas para tirar fotos.


2ª PARADA
Mirador Taray

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Também fica na “beira” da estrada. Paramos por uns 5 minutos apenas para fotos. O visual é absolutamente impressionante. Uma pena que a foto ficou “estourada”


3ª PARADA
Pisac – cidade

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Depois de rodar mais uns 30 minutos por uma estrada rodeada de paisagens de tirar o fôlego, chegamos à cidade de Pisac. É um vilarejo situado na região do Vale Sagrado dos Incas, às margens do rio Urubamba. O ônibus encostou-se à via principal, que dá acesso às terraças de Pisac e o guia nos levou para uma joalheria especializada em prata (a prata peruana é a melhor do mundo). Tinha de tudo, joias, colares pulseiras e diversos pingentes. Aproveitei para dar uma explorada pela rua, aonde pode-se encontrar com facilidade, mais artesanatos, restaurantes, pousadas, casas de cambio, senhoras vestidas em trajes típicos que ganham dinheiro tirando fotos para turistas, passeios a cavalo pelos arredores. A cidade é bem interessante e bem colonial. Tem uma das maiores feiras de artesanato da região, mas  à época ela funcionava apenas aos domingos.


4ª PARADA
Pisac – ruínas

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A primeira grande parada da rota! Para ingressar é necessário boleto turístico.

As terraças chamam muito a atenção, elas eram utilizadas pelos Incas para cultivo de cereais, aproveitando a topografia e a umidade das montanhas. Os caras eram safos demais! Engenharia pura!

Acompanhamos a explanação do guia que nos deu 30 minutos para caminhar no parque e regressar para o ônibus.

O caso é que, era nosso primeiro dia de fato na altitude. Todas as outras pessoas já estavam aclimatadas e foi impossível acompanhar o ritmo deles. Tentamos subir um pequeno morro com ruínas de habitações mas, depois de calcular o tempo que estávamos levando entre subidas e paradas para oxigenar, ficou claro que não daria tempo de voltar para o ônibus. Achamos prudente desistir e caminhar para o ponto de encontro. Aproveitamos um pouco a vista e o guia já começou a nos chamar de regresso.

O local é impressionante, é possível ver ainda os túmulos incas cavados nas montanhas. São milhares de túmulos, repletos de múmias, muitos dos túmulos ainda intocados. O local dos túmulos não é acessível, mas é visível.

Nota: Um senhor se atrasou, talvez por consequência da altitude. Ele se aproximava do ônibus e o motorista acelerava. A mulher dele pediu para o guia esperar, mas o guia reclamava do horário, que todo mundo havia chegado e ele não. Achei desnecessária a atitude, mas lembrei que desistimos de subir nas ruínas para cumprir horário (por isso que não curto pacotes de viagem). Ainda assim foi desnecessária e constrangedora a atitude do motorista e do guia, que nada fez.

 


5ª PARADA
Urubamba- almoço

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Paramos em Urubamba apenas para almoçar num restaurante self-service bem bacaninha chamado Illary. Com iguarias locais (Cuy, Alpaca, Ceviche) e com comidas “normais”. Esse era o local oferecido no pacote, mas quem não quisesse, poderia usar o tempo para almoçar em outro local mais badalado ou mais simples e, se fosse pelo caminho, era só combinar com o guia que ele pararia o bonde para buscar.


6ª PARADA
Ollantaytambo – Ruínas

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A última parada do tour, carinhosamente conhecida como Ollanta, é um vilarejo pequeno distante uns 60 km de Cusco e com um importante sítio arqueológico. Além de ter a estação de trem com acesso à cidadela de Macchu Picchu.

Ollanta foi um importante centro militar do império inca, abrigando ainda o imperador Pachacuti, um grande conquistador. Também serviu de fortaleza para a resistência Inca para o líder Manco Inca Yupanqui (tirei tudo do Wikipedia).

Enfim, deixamos as malas com uma moça que além de vender “legítimas pedras incas” na feira de artesanato, também guardava volumes e entramos no parque. Pegamos as primeiras instruções do local, mas por conta do horário avançado, nos desligamos do grupo para procurar a estação de trem.

A cidade possui bons hotéis e pousadas, se tornando uma opção para quem não quer gastar mais dinheiro pernoitando em Machu Picchu. Também possui vários passeios, trilhas a pé, com cavalos, bikes e motos.


Ollantaytambo – Estação de trem

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A última missão do dia era chegar até a cidade de Águas Calientes, ou Machu Picchu Pueblo. Um povoado que fica aos pés da montanha de Machu Picchu e que, para chegar até lá, ou você vai de trem ou vai a pé ou pega uma van até a hidrelétrica do meio do caminho e segue a pé por umas duas a três horas.

IMG_1990Mas nós íamos de trem e, do parque até a estação dá pra ir caminhando por uns 15 a 20 minutos. O problema é que tinham tuk-tuks, e resolvemos pegar um tuk-tuk.

É barato demais e é um barato andar de tuk-tuk, se a cidade tem tuk-tuk, ande de tuk-tuk (ressalvas).


IMG_1994 - CopiaEm frente à estação de trem, à direita ficava o posto da Inca Rail. É preciso trocar os vouchers pelos bilhetes para embarcar. E para efetuar essa troca é necessário  apresentar o voucher impresso e os  passaportes (ou RG) dos passageiros. É indispensável apresentar também o cartão de crédito usado quando na compra (e o documento ORIGINAL do titular do cartão). Mas pode-se comprar os bilhetes lá em Cusco mesmo, ou até na hora, se tiver vaga (mas tem a questão do preço).

A viagem é bem tranquila, ainda mais para quem (como eu) gosta de viajar de trem.

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Recomendo que você passe cadeado nas malas e as mantenha sob vigilância, principalmente durante o desembarque.


ENFIM MACHU PICCHU

60 minutos de viagem depois, desembarcamos numa estação de trem bem arrumadinha e lotada. Saímos e seguimos a pé em direção à hospedagem, que foi bem fácil de localizar. A pousada era simples, arrumadinha. Não tinha ventilador e muito menos condicionador de ar (lá não é tão frio quanto Cusco). A cama não era tão confortável, o colchão então, parecia que nem existia. Mas os atendentes eram muito solícitos, alguns moravam lá mesmo.

Depois de um bom banho, descemos e na recepção a atendente nos informou que um emissário deixou os tickets de ônibus para a cidade perdida, além de nos entregar o roteiro de visita e informar o nosso grupo para a visita guiada a Machu Picchu.

Depois fomos explorar a cidade, beber uma cervejinha e jantar. Eu experimentei Alpaca com pisco, não me arrependi, aliás, a culinária peruana é uma das melhores do mundo.

Aproveitei e pedi uma pizza de atum para levar no dia seguinte pra Machu Picchu, a pizza demorou muito, quando veio, já veio em embalagem selada para viagem, voltamos para o hotel para dormir cedo, para acordar cedo, subir para Machu Picchu o quanto antes.

Esse dia exigiu bastante e sofremos muito e foi muito difícil acompanhar as pessoas que já estava aclimatadas na altitude. Se você puder deixar seu primeiro dia para coisas mais leves na própria cidade de Cusco, faça. Mas este não foi o nosso caso.


QUARTO DIA DE VIAGEM

Sábado, 08 de Setembro de 2012
MACHU PICCHU

Chegou o dia de conhecer uma das maiores maravilhas já erguidas pela humanidade. Patrimônio cultural da UNESCO, a lendária cidade perdida dos Incas, guardiã de mistérios, que foi abandonada e, por isso mesmo, se manteve preservada e longe da ação destruidora dos espanhóis. Não se sabe até hoje o que de fato representava Machu Pikchu (nome original), se era um local sagrado, um templo, um quartel general, um local de comando das cidades conquistadas, ou mesmo uma casa de férias do imperador Pachacuti!

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Despertador berrou às 5:00!

Acordei e já notei um cheiro de peixe forte no quarto, mas podia ser do rio que passa por trás da pousada. Fui tomar banho (gelado) e depois fui arrumar as coisas para a subida.

Separei os ingressos, o bilhete do ônibus pra subida, a mochila com a filmadora e a câmera fotográfica, a garrafa de água e a mini pizza, que eu sabiamente pedi já pensando em levar para comer lá em cima, porque lá não tem restaurante (para pobre), então quando fui abrir a caixa pra olhar a situação da pizza de atum, eis que era pizza de SARDINHA! Por isso o odor de peixe no quarto todo. Não tinha a menor condição de colocar a caixa da pizza na mochila.

IMG_2516A senhora da pousada nos passou as coordenadas do ponto do ônibus de subida e foi muito fácil localizar. Não era ainda 7h, tinha fila mas era pequena. Não demorou muito já estávamos no micro ônibus, subindo a montanha.

Os ônibus começam a subir às 5h. Ideal para quem quiser assistir o nascer do sol e aproveitar o lugar com menos pessoas. Mas é possível que esteja nublado e você não veja o sol nascer, apenas o dia clarear.


Por qual motivo ir cedo?
Motivo principal: curtir o local antes da horda de turistas.
Outros motivos: Testemunhar a chuva matinal e o local totalmente encoberto pelas nuvens, que quase querem esconder as ruínas dos nossos olhos, mas que aos poucos vão se esvaindo, abrindo a visão para um local simplesmente espetacular. Esse momento, que se repete quase todas as manhãs, é como se Deus tivesse usando as nuvens como cortinas a revelar em sua abertura, uma das mais misteriosas obras da humanidade!

Desembarcamos na entrada do parque e já havia bastante movimento. Passamos pelas catracas e nos dirigimos para as terraças.

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Após um leve banho de chuva, meditação e contemplação, de sentir a energia o local, era hora de voltar para a portaria do parque se juntar ao grupo Kosmos para iniciar a visita guiada, isso por volta das 9h.

Nosso guia era um cético sem vergonha que se amarrava em desiludir os gringos espiritualistas. Mas explicava bem a história e os fatos do local e fez uma boa incursão pela cidade. Só que de cara tivemos de subir o maior trecho de escadarias do local. Muita gente parando pelo no meio do caminho, sentando, puxando ar e o guia puxando a galera pra cima.

Finalmente paramos na parte alta, próximo à entrada da Montaña Picchu. Pudemos ver a cidade principal e ter uma real noção da complexidade logística que era essa construção! E o melhor, o resto do percurso era quase todo de descida! \o/ #todosvibra

 

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Nesta foto ao lado, estávamos na última parada da visita guiada, note todo mundo com cara de cansado, encostados na parede. Ninguém estava mais prestando mais atenção em nada, ninguém EXCETO aquele tiozinho chato que pergunta tudo a toda hora e, infelizmente, não pode faltar na sua viagem de férias.

 

 

 

 

Ao fim da visita guiada, subimos tudo outra vez para a entrada da Montaña Picchu. Mas aí acabou a água, bateu a fome (fora o cansaço) e então percebemos que o ingresso não era para a montanha menor, era para a maior. Sem água e com sede, sem comida e com fome, não tínhamos condições de encarar aquela montanha. Seriam pelo menos umas 5 horas entre subida e descida. Ou seja, sem água, sem comida, sem tempo! Não restava outra opção. Desistimos!

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Voltamos para Águas Calientes por volta das 14h e fomos fazer o check out no hotel, deixamos as malas guardadas lá numa salinha abalroada de malas e seguimos para almoçar. Encontramos um restaurante simples em frente à praça principal e encaramos. Depois uma volta pela cidade, pela feira de artesanato, pedimos uma sobremesa e um café num restaurante em frente aos trilhos e fiquei observando o vai e vem das pessoas enquanto a cabeça assimilava o feito!

O trem partiu no horário certo, chegamos em Ollantaytambo e na saída da estação ficavam várias pessoas espalhadas com listas de nomes nas mãos. Buscamos os nossos nomes e seguimos a turma para pegar o ônibus de volta pra Cusco, numa viagem de uns 90 a 120 minutos.

Chegamos a Cusco bem de noite e, como nossa viagem de volta para Manaus já iniciaria na manhã seguinte, resolvemos explorar Cusco do jeito que desse, mesmo que não desse pra fazer nada além de jantar. Então seguimos para Plaza de Armas e demos uma volta pelos arredores tentando achar algum restaurante. O único restaurante que estava aberto fechou a porta na nossa cara,  literalmente.

Tentamos seguir por outras ruas mas fomos abordados por um rapaz, insistentemente oferecendo drogas, então demos meia volta e o jeito foi apelar para Mcdonalds.

Mais uma volta pelas ruelas da cidade e voltamos para o hotel para arrumar as coisas e dormir.

 

Machu Picchu valeu todo o esforço! É um lugar único, com uma energia positiva e merece estar na sua lista de lugares para conhecer antes de morrer! Vale a pena se esforçar de novo e de novo para ir sempre que possível! Vale a pena ir do jeito que você conseguir ir. EU? EU VOU DE NOVO!

 


QUINTO DIA DE VIAGEM

Domingo, 09 de Setembro de 2012
DE CUSCO A PUERTO MALDONADO

Saímos de Cusco no ônibus das 10h da manhã. A viagem seguiu sem atropelos e, como escolhemos o assento frontal do ônibus, pude filmar boa parte do trajeto.

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Passamos de dia pela parte mais alta da estrada! E realmente é tudo isso!

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Chegamos a Puerto Maldonado por volta das 19h. Pegamos um táxi e pedimos para nos deixar numa pousada barata. E assim foi. Já conversamos com o taxista para ele nos levar de manhã cedo até a fronteira, já deixando um valor acertado. Eu sei, já havia me apalavrado com Jesus, mas Jesus não estava nos atendendo então era preciso um plano B.

 


 

SEXTO DIA DE VIAGEM

Segunda, 10 de Setembro de 2012
DE PUERTO MALDONADO A MANAUS

Gracias por tu visita

Passava das 7h da manhã quando ligamos para o Taxista Jesus (que já tínhamos combinado quando passamos por lá na ida), mas ele não atendeu às nossas preces, enviamos SMS e seguimos sem respostas. Não dava para perder tempo, então enviamos SMS paro o Richard Javier (o taxista que nos levou da rodoviária para o hotel na noite anterior) e não deu 10 minutos, ele estava na porta do hostel.

Às 7:36 saímos do hotel, 7:45 cruzamos a ponte intercontinental e pegamos a estrada. No começo ele tava bem tranquilo no volante, até que o apressamos e ele acelerou. Acabou que pagamos, ao invés de 200 soles, 250 por ter gasto mais combustível, enfim. Chegamos a Iñapari às 10h35min.

Registramos a saída, um guarda da fronteira peruana pediu para revistar a minha bagagem, encrencou, comeu talco e nos liberou. (achei que seria preso, leia sobre esse perrengue aqui).

Atravessamos a fronteira, registramos nossa entrada no Brasil e às 10:50 já estávamos no ponto de táxi rodoviário de Assis!

Um detalhe faz a diferença: Na época, o fuso horário no Acre era diferente do Peru, haviam igualado ao horário do Amazonas. E deixamos isso passar batido completamente pois alguns blogs afirmavam que o fuso era o mesmo. Na ida, não percebemos essa mudança de fuso, afinal, trocamos o chip e o telefone não atualizou o horário, o horário só foi atualizado lá em Puerto Maldonado, dando a impressão de que ficamos 4h na van, mas ficamos somente cerca de 3h.

Enfim, meu amigo me mostrou o relógio do carro do taxista em Assis e de início eu achei que estava errado. Retirei o chip da Movistar, devolvi o chip da minha operadora e o horário atualizou automaticamente. Foi aí que o barraco desabou!

Não eram 10:50, eram 11:50! Não tínhamos mais uma hora de saldo, tínhamos era perdido uma hora da nossa conta.

Ou seja, saímos de Assis quase ao meio dia, chegamos a Brasiléia 13h18min, trocamos de táxi e saímos de Brasiléia 13h28min. Normalmente são 3h de viagem MAS precisávamos chegar no balcão do check-in em apenas 2h30min.

Pior é que, conosco, estava um senhor muito invocado e seu filho, eles queriam parar pra comer, e eu expliquei a situação, eles relutaram um pouco mas aceitaram e ajudaram. O garoto ficou comendo biscoito sossegado, deu dó, mas o motorista também não quis parar pra gente comprar lanche e comer no carro dele (direito dele). O clima no carro ficou pesado mas depois foi cedendo, conversamos e no final estávamos todos amigos já.

O taxista, ainda respeitando os limites, mas sem parar e sem tirar o pé para economizar gasolina, chegou a Rio Branco com saldo de tempo. Para suavizar a situação, propôs deixar pai e filho na casa deles, mas eles pediram para ficar na principal para nos ajudar. Foram muito gente boa!

O taxista cobrou 40 reais a mais para nos deixar no aeroporto, mas se ele pedisse 200 reais a mais para chegar no horário, acho que nós pagaríamos. O nome disse era desespero!

Não tinha como perder esse voo, precisava estar no trabalho na terça-feira de manhã!

Chegamos ao aeroporto às 16h05min e foi só entramos na fila do check in que um funcionário da Gol fechou o acesso.

Enfim, foi por muito, MUITO pouco!

 

Mas tudo valeu a pena! Seria muito melhor se tivéssemos à época, blogs mais precisos, mais atualizados, que nos contassem não só as maravilhas da viagem, mas também do que pode ser evitado e do que não pode ser evitado.


E você quer fazer essa viagem? Leia nosso manual completo


RESUMO:

O QUÊ? Viagem ao Peru via rodovia do pacífico, com destino a Machu Picchu e saindo de Rio Branco, Acre.
*Cusco é o umbigo do mundo e a porta de entrada para quem quer conhecer Machu Picchu, a cidade perdida dos Incas. Por isso as principais cidades neste roteiro são:
Rio Branco >> Puerto Maldonado >> Cusco >> Machu Picchu

QUANDO FUI? Em 2012, de 05 a 10 de Setembro (06 dias)

COMO? Avião até Rio Branco; Táxi rodoviário até a cidade de fronteira com o Peru; Van da fronteira até Puerto Maldonado; Ônibus até Cusco; Ônibus/Trem até Machu Picchu.

QUANTO LEVEI? Em dinheiro: R$1.000,00 (300USD e o resto em reais)
Outras despesas em cartão (Hotel, Aérea, Trem, Ingresso Machu Picchu): ~R$ 1.500,00

Importante: todos os valores estão em reais, convertidos de Dólares e Soles, respeitando o câmbio da época: [US$1,00=R$2,03]  &&  [R$1,00=S$1,29]

 

 

 

2 thoughts on “Relato de Viagem: Cusco/Machu Picchu via Estrada do Pacífico

  1. Acho que eu tenho uma boa dica do que nao fazer em Macho Picchu. 🙁 Passarei seis dias em Cusco e deixei para resolver a questão do ingresso de Machu Picchu somente agora (o que não recomendo para ninguém). Bom, os ingressos comuns para a entrada no parque estavam esgotados, já estava pronta para pagar o dobro, ou mais, do valor para alguma agência, quando vi a opção “Machupicchu horário vespertino 13:00 horas”. Assim, depois de verificar a disponibilidade de ingressos para estrangeiros, eu comprei. Problema, ao emitir o ticket veio a mensagem que o bendito ingresso é somente para cidadãos peruanos e estrangeiros residentes no Peru 🙁 No site não tem nenhum alerta para essa situação, e não sei se em algum linha minúscula das condições da compra tinha esse alerta. Resultado, mandei email para eles (do site) perguntando sobre a possibilidade de cancelamento, mas estou sem esperanças. Vi que essas situação é pouco explorada nos blogs de viagem (ou só eu caí nessa). Bom, alguem tem alguma informação sobre esses ingressos ou sobre os cancelamentos pelo site oficial? Qualquer informação ajuda.

    1. Oi Mayra,

      Pois é, realmente não tem nada sobre a compra em si, e também é complicado fazer um passo a passo daquele site atual pois ele usa uma tecnologia que está em “extinção” (flash) e que e possível ser totalmente renovado. Mas vamos fazer algo assim.

      Sobre seu relato, eu fiquei curioso com essa questão e resolvi simular a compra para melhor entender o caso.

      Acessei o site e vi algumas datas esgotadas para os ingressos do dia cheio e então busquei os vespertinos, a partir de então o processo foi igual aos dos demais ingressos;

      Apareciam dois campos, um para locais e outro para estrangeiros;
      Passo 1

      Informei na área específica de estrangeiros uma única unidade de ingressos e segui ao próximo passo, aonde digitei inclusive o número do passaporte e finalizei a reserva, que apresentavam os seguintes valores;
      90 soles para pagamento em dinheiro ou;
      92,43 para pagamento em cartão MASTER nacional ou internacional;
      92,39 para pagamento em cartão VISA apenas nacional (Peru);
      93,63 para pagamento em cartão VISA apenas internacional;
      93,63 para todos os demais cartões, nacionais ou internacionais
      – ou seja, a tarifa cobrada pelo cartão é repassada ao comprador

      A reserva foi gerada e não tinha nada indicando que o ingresso era apenas para locais. Mas como eu não cheguei a pagar o bilhete, não pude ver se apareceria a mesma situação que a sua, que deve aparecer somente no ingresso.


      MAS TENHO UM PORÉM, UMA LUZ NO COMEÇO’ DO TÚNEL: eu observei que, PARA OS INGRESSOS FULL DAY há diferença de valores para venda a peruanos (mais baratos) e estrangeiros (mais caros). Já nos ingressos VESPERTINOS o valor é o mesmo tanto para peruanos quanto para estrangeiros!

      Assim sendo, não acredito de forma alguma que haverá algum problema em seu ingresso ao parque, uma vez que os valores são os mesmos. Haveria sim, se você tentasse entrar com um ingresso mais barato, se passando por peruana, tentando obter vantagem com isso.

      Acho importante telefonar para (5184)58-2030 e conversar com eles, perguntando o caso do vespertino. Sugiro colocar um crédito no skype (que vai servir até em sua viagem), ou até mesmo, adicionar esse numero no celular e tentar ligar via whatsapp.

      depois nos avise no que resultou. Abraços e boa viagem!

      Alessandro

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